sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SEM TÍTULO



  Desenhos sempre me acompanham.
  Naqueles momentos de silêncio, onde nenhuma " grande ideia" surge, eles aparecem.



                                               














SEM TÍTULO


Há algum tempo venho trabalhando com materiais descartáveis: cabelo, sacos de ração animal,pregos enferrujados, madeira de demolição, dentre  outros .                                
A questão está em como transformar estes materiais dando uma certa nobreza a eles para que  o trabalho não remeta à arte povera, porque não é esse o objetivo                    
Aqui, me utilizo dos sacos de ração animal, com os quais faço colagens superficiais sobre  uma estrutura  de  MDF, criando situações ora cômicas, ora irônicas.                        
 
     
                                                                                                         





DESVIO



  Procuro um padrão, mas o desvio acaba acontecendo, talvez porque eu e a minha visão de mundo sejamos um pouco tortos.
Isso aparece tanto no meu recorte irregular como no próprio padrão.      











I am

       
Usando o pirógrafo, vou escrevendo algumas palavras como se fosse um bordado sobre o papel.
I am, me, eu amo . É um trabalho sobre identidade 




                                             













SEM TÍTULO

Esses trabalhos remetem ao desenho, mas são também objetos de parede.
Eu usei couro e fui dando forma ao trabalho a  partir do próprio retalho encontrado.










domingo, 18 de maio de 2014

RIO, CIDADE CABELUDA

Este trabalho fez parte da exposição de conclusão do "PESQUISA 2013, A QUESTÃO DO ESPAÇO NA ARTE", curso ministrado por Glória Ferreira e Luiz Ernesto de Moraes na EAV, Parque Lage,  Rio de Janeiro.
Utilizando de um material com que eu vinha trabalhando, construí uma grande tela coberta de cabelo humano. Essa tela se constituiu num Site Specific, ocupando uma das paredes da galeria 2, enquanto as demais permaneceram brancas.
O objetivo dessa ocupação foi trabalhar com o espaço geográfico e social. Ao coletar cabelo humano, durante meses, por várias regiões da cidade, desde o Leblon às comunidades de Rio das Pedras e Vila Kenedy para depois misturá-los e criar uma tela de texturas e cores variadas, procurei romper com a ideia de cidade partida.
Assim, lado a lado, através dos cabelos, estavam ali a madame e a funkeira, o playboy e o menino  da comunidade.
O título " Rio, cidade cabeluda" faz referência à quantidade de cabelo usada, 30 metros quadrados, e à expressão popular:"cabeluda" que remete à intensidade, para o bem e para o mal.