sábado, 9 de julho de 2011

NÃO IMPEDE O USO






Essa instalação foi feita para a ocupação artística do apartamento 402 do número 116 na praia do Flamengo -RJ.Esse acontecimento se deu nos dias 10, 11 e 12 de junho de 2011.
Um grupo de artistas foi chamado para fazer intervenções artísticas no apto. durante 3 dias antes que as obras de reforma fossem concluídas. Pois bem, esse local foi palco de performances várias, fotografias e vídeos , objetos, desenhos e todo tipo de manifestação artística culminando sempre com uma grande festa dançante.
O número de pessoas que compareceu superou as expectativa dos organizadores, confirmando que o Rio de Janeiro está sempre aberto a movimentos espontâneos como esse.
Os donos do apartamento, amantes da arte, deram total liberdade para que os artistas criassem.
O meu trabalho consistiu em fazer do banheiro um objeto de arte sem que seu uso fosse impedido, já que era o único banheiro da casa pronto.
Inicialmente, pensei em fazer da banheira e do nicho para shampoos um objeto erótico, enchendo-os de pelos.À medida que o trabalho foi se desenvolvendo, acabei por usar todo o banheiro com foco maior nessas duas cavidades: banheira e nicho na parede acima dela.
Ao espalhar pelos por todo o cômodo, o trabalho adquiriu uma potência e outra leitura que não só a do objeto erótico pensada inicialmente.
A provocação e a inquietação causadas, realmente não impediu o uso, que no início foi tímido, mas aos poucos a interatividade foi acontecendo e os visitantes enfiavam a mão na banheira, acariciavam os cabelos, brincavam com os cachos e riam da situação.
Os donos do apartamento, que a essa altura, já devem estar morando lá, certamente não se esquecerão jamais desses acontecimentos.
























sexta-feira, 1 de julho de 2011

DOBRÁVEIS



























Esse trabalho é a continuação dos eróticos nada eróticos.

O ¨buraco do corpo¨como definiu o artista, professor e curador Davi Cury por ocasião de uma exposição no Largo das Artes-RJ, no início deste ano.









DOBRÁVEIS













quarta-feira, 23 de junho de 2010

DOBRÁVEIS









Esse é um trabalho recente onde a questão do cabelo ou pêlo , recorrente em minha obra volta à tona. Aqui procurei criar situações onde a anatomia causa estranheza. Que corpo ou parte do corpo é essa que parece tão óbvia á primeira vista? Um corpo ou parte dele que não está em seu lugar, que desconcerta, gera dúvidas e ao mesmo tempo tem um erotismo explícito , gerando uma estranha anatomia, é o que proponho com este novo trabalho.

BONECA












domingo, 25 de outubro de 2009

MUSAS







A um postal ilustrado com a Mona Lisa foi acrescentado a lápis um bigode e uma pêra(cavanhaque) e legendado com L.H.O.O.Q.(1919) o que em francês se lê foneticamente ¨Elle a chaud au cul ¨( Ela tem calor no rabo )
Pois bem, a Mona Lisa de bigode, um dos readymades de Duchamp, foi o ponto de partida para uma série de fotografias que fiz, tendo como referência a hitória da arte.



sábado, 24 de outubro de 2009

OUTRAS MUSAS


Alinhar ao centro




FOTOGRAFIA-PINTURA

Tendo como referência em minhas fotos a História da Arte, venho trabalhando com duas idéias: cópia e perversão. A grande questão consiste em copiar o modelo por fora, alterando-o profundamente por dentro. Como passar isto num trabalho de fotografias onde tudo é imagem, tudo é superfície? Como provocar na imagem uma duplicidade, um desequilíbrio, uma certa instabilidade? A idéia de simulacro é justamente essa: Uma imagem que provoque no observador atento a constatação: ¨essa é uma imagem falsa¨.Procuro reconstituir em detalhes, as cores da pintura, as poses do modelo, toda a ambientação do quadro. O desvio quando aparece é sempre discreto, busco a difernça interna.
Muitas vezes me utilizo do espelho para criar na imagem uma duplicidade. Mas a imagem que aparece no espelho não casa, o quebra cabeças não se fecha. A dubiedade masculino/feminino me serve para criar no equilíbrio da imagem clássica uma certa tensão.
Para concluir, eu poderia dizer que todos os recursos que utilizo no sentido de desviar-me da pintura original,muito provavelmente tenham o propósito de pensar a essência da fotografia.