sábado, 7 de fevereiro de 2015

ÊXODO

  Gosto de materiais que tenham memória, vivenciais, como dizia o velho mestre Nélson Leirner.     Já trabalhei com couro, tecido, cabelo, madeira, papel.
 Nesse momento, estou trabalhando com pregos enferrujados que foram retirados de um telhado  de mais de 30 anos de uso, de uma casa da minha família, que foi substituído por outro.
 Estes pregos estavam tortos, como se estivessem cansados. Ao vê-los ali jogados ao chão, me veio a imagem de pessoas ,como retirantes, refugiados de guerra em fuga pelo deserto. 
 Dei o título de "Êxodo"



       






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